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Presidente da Alesc, Júlio Garcia, é preso durante operação da Polícia Federal


19/01/2021 - 11h07 - Política
Fonte: Clic RDC


Foto: Fábio Queiroz/Agência AL

O presidente da Câmara Legislativa de Santa Catarina (Alesc), Julio Garcia (PSD), teve a prisão domiciliar decretada na manhã desta terça-feira (19). Ele encontra-se, neste momento, na Polícia Federal (PF) de Florianópolis. A prisão fez parte da fase Hemorragia da Operação Alcatraz, deflagrada pela PF, que investiga crimes de corrupção, fraude em procedimentos licitatórios e lavagem de dinheiro.

Até o momento, não há mais detalhes sobre a prisão do deputado. 

A Operação

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (19), com o apoio da Receita Federal, a 2ª fase da Operação Alcatraz, denominada fase Hemorragia, que visa à repressão de organização criminosa especializada na prática de crimes de corrupção, fraude em procedimentos licitatórios e lavagem de dinheiro.

As investigações tiveram início em julho de 2018, após o encaminhamento pelo Ministério Público de Contas do Estado de Santa Catarina de representação fiscal para fins penais elaboroda pela Receita Federal em Florianópolis/SC. Segundo a PF, o material apontava fundados indícios de desvios de recursos vindos das Secretarias de Estado da Administração e Saúde.

As provas colhidas indicam a atuação de organização criminosa que estaria incrustada no Governo do Estado de Santa Catarina por pelo menos dez anos (2008 a 2018), a qual seria comandada por ocupantes de cargos elevados em instituições públicas e detentores de forte influência política. 

Conforme apurado pela PF, o esquema – que também envolvia empresários do ramo de tecnologia e servidores públicos – iniciava-se, de regra, por meio da instauração de procedimentos administrativos com o objetivo de formalizar contratações milionárias sem qualquer cotação prévia de preços ou ainda instruídos com orçamentos apresentados por empresas que possuíam relacionamento societário ou comercial entre elas. 

No período sob análise da Polícia Federal, estima-se que ao menos R $50 milhões foram repassados mediante contratos simulados a empresas pertencentes a operadores financeiros que seriam integrantes da organização criminosa, sendo identificados, ainda, fortes indícios de pagamentos de valores expressivos em espécie. 

A Polícia Federal cumpre, nesta terça-feira, 34 mandados de busca e apreensão, 11 mandados de prisão preventiva e nove mandados de prisão temporária, que serão cumpridos nos municípios de Florianópolis, Joinville e Xanxerê – todos em Santa Catarina.






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